Propagado pela propaganda
Em redundância a fixar
O produto que comprar
Tu, ó fiel e casto consumidor
Mero obstinado observador
De alva beatitude nos deveres
Com tola sujeição no tudo teres
Como única opção
Tens a escolha do cartão
Pagando sua irrelevância
Obediente e a distância
Primata no agir
(gestos simios na escuridão)
Comedido no existir
(sem alguma real percepção)
Abastecido de pequena vida
Mas pelo excesso engordado
Passarás vão de alma comprimida
No seu anuir constante impensado
Como cordeiro direcionado
Germe da desigualdade
Sem ver-te culpabilidade
Entrevastes tua visão
Inapta às lambadas que te dão.
Será medo de nula exibição?
Ou inabilidade de autogestão?
Que os vermes enojem-se
E, o ciclo quebrando,
Ao pó retorno negando,
De ti vinguem-se...
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